Um resumo do que cremos
A 3ª Igreja Batista em Presidente Prudente não exige de seus membros subscrição integral da Declaração Doutrinária Batista ou da Confissão Batista de Fé de 1689, porém os pastores recomendam que se concorde integralmente com a Síntese da Confissão, a qual expressa seus pontos mais importantes. Ao unir-se à igreja, cada membro compreende que estará debaixo de um ensino que é balizado pela Confissão, que se compromete em sustentar e preservar a fé expressa pela Confissão e que não irá publicamente se opor ao ensino confessional, a menos que se desvie da Escritura em aspectos cruciais. Se você tem alguma dúvida ou discordância da Confissão ou da Síntese ou algum ponto fere sua consciência religiosa, fale com um dos pastores para que possam pastorear melhor sua vida.

As Sagradas Escrituras
Os 66 livros da Sagrada Escritura são a Palavra inspirada, infalível e inerrante de Deus e, portanto, nossa única regra suficiente de fé e de obediência. A ela nada em tempo algum se acrescentará, quer por nova revelação do Espírito, quer por tradições de homens.
Deus e a Santíssima Trindade
Deus é somente um em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Ele é um espírito invisível, santíssimo, imutável, eterno, todo-poderoso, autossuficiente, onipresente, onisciente, amantíssimo, gracioso, misericordioso, longânimo e soberano sobre tudo e todos.
O Decreto de Deus
Desde toda a eternidade, Deus decretou todas as coisas que iriam acontecer, porém, de um modo em que Deus em nenhum sentido é o autor do pecado, nem se torna corresponsável pelo pecado, nem faz violência à vontade de suas criaturas, nem impede a livre ação das causas secundárias ou contingentes. Pelo decreto de Deus, alguns homens e alguns anjos são predestinados para a vida eterna, para louvor da sua graça gloriosa. Deus escolheu aqueles que são predestinados para a vida por sua livre graça e amor, nada havendo em suas criaturas que servisse como causa ou condição para essa escolha. Os demais são deixados em seu pecado, agindo para sua própria e justa condenação; e isto para louvor da justiça gloriosa de Deus.
A Criação
No princípio, aprouve ao Deus triúno criar ou fazer o mundo e todas as coisas que nele existem, tanto visíveis como invisíveis; e tudo muito bom. Deus criou o ser humano, homem e mulher, feitos segundo a imagem de Deus, em conhecimento, retidão e verdadeira santidade.
A Queda do Homem
Deus criou nossos primeiros pais justos e perfeitos. Mesmo assim, Adão, sem ser compelido, transgrediu voluntariamente a ordem de Deus. Sendo eles os representantes de toda humanidade, a culpa do pecado foi imputada a toda a sua posteridade, e a corrupção natural passou a todos os seus descendentes, visto que todos são concebidos em pecado.
Cristo, o Mediador
Aprouve a Deus destinar o seu Filho unigênito, para ser o Salvador de sua Igreja; o qual foi concebido pelo Espírito Santo, no ventre da virgem Maria, verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Por sua obediência perfeita e pelo sacrifício que fez de si mesmo morrendo crucificado, o Senhor Jesus satisfaz plenamente a justiça de Deus, e assim obteve a reconciliação e herança eterna no reino dos céus, para todos quantos lhe foram dados pelo Pai, tendo morrido pelos pecados deles. Ao terceiro dia, Ele se levantou dentre os mortos, com o mesmo corpo em que havia sofrido, e com o qual ascendeu ao céu, onde está entronizado a destra do Pai, como intercessor.
Livre Arbítrio
Com a queda no pecado, o homem perdeu completamente toda a sua habilidade volitiva para aquele bem espiritual que acompanha a salvação. Por isso, o homem natural não é capaz de se converter por seu próprio esforço, e nem mesmo de se dispor a isso.
A Chamada Eficaz
Aqueles a quem Deus predestinou para a vida, Ele chama eficazmente, no tempo por Ele mesmo determinado, por meio de sua Palavra e de seu Espírito, trazendo-os irresistivelmente para Jesus Cristo. No entanto, eles vêm a Cristo espontânea e livremente, porque a graça de Deus lhes dispõe o coração para isso.
A Justificação
Aqueles a quem Deus chama eficazmente, Ele também os justifica, gratuitamente, por imputar-lhes a obediência ativa de Cristo (a toda a lei) e sua obediência passiva (na morte), como total e única justiça deles. O dom da justificação é recebido por meio da fé somente. Porém, a fé é sempre acompanhada de todas as outras graças salvadoras; e não é uma fé morta, pois atua pelo amor.
A Perseverança dos Santos
Os que receberam a fé não podem decair totalmente nem definitivamente do estado de graça. Antes, hão de perseverar até o fim e ser eternamente salvos.
A Lei de Deus
Deus outorgou à humanidade, desde Adão, uma lei moral. Para sempre a lei moral requer obediência de todos, tanto de pessoas justificadas quanto das demais.
Adoração Religiosa e o Dia Do Senhor
A maneira aceitável de se cultuar o Deus verdadeiro é aquela instituída por Ele mesmo, e que está bem delimitada por sua própria vontade revelada. A adoração religiosa deve ser dada a Deus somente e tem como elementos: a oração, a leitura das Escrituras, a pregação e o ouvir da Palavra de Deus, o ensino e a advertência mútua, o louvor, com salmos, hinos e cânticos espirituais, a administração do Batismo e a Ceia do Senhor. Por instituição divina, é uma lei universal da natureza que tempo seja separado para a adoração a Deus. Desde a ressurreição de Cristo, o primeiro dia da semana é chamado “Dia do Senhor”, tendo sido abolida a observância do último dia da semana.
Matrimônio
O casamento é para ser entre um homem e uma mulher. Não é lícito ao homem ter mais de uma esposa, e nem à mulher ter mais de um marido ao mesmo tempo.
A Igreja
Todos os crentes têm a obrigação de congregar-se em igrejas locais, quando lhes seja possível. Cada igreja local, que consiste em oficiais (anciãos e diáconos) e membros, é subordinada diretamente a Cristo, não estando sujeita a disciplina nem resoluções procedentes de outras igrejas ou poder eclesiástico.
Batismo e Ceia do Senhor
O Batismo por imersão e a Ceia do Senhor são ordenanças de Cristo somente para as pessoas que, de fato, professam arrependimento, fé e obediência ao Senhor Jesus.
A Ressurreição dos Mortos e Juízo
Após a morte, as almas dos justos são aperfeiçoadas em santidade e recebidas no paraíso, enquanto as almas dos ímpios são lançadas no inferno, onde permanecem em tormentos. Em um dia que não será conhecido até que venha, Cristo voltará para ressuscitar os mortos e julgar homens e anjos. Os santos que estiverem vivos naquele dia não morrerão, mas serão transformados. Todos os mortos serão ressuscitados com os seus mesmos corpos. Os injustos ressuscitarão para a desonra e o tormento eterno, enquanto os justos ressuscitarão para a honra e a vida eterna.
Sola Scriptura
Autoridade: “A Sagrada Escritura é a única regra suficiente, certa e infalível de conhecimento para a salvação, de fé e de obediência” (CFB 1689: 1.1). Sola Scriptura ensina que a Bíblia é a vara suprema pela qual todas outras autoridades (tradição, mestres, concílios, confissões, experiências espirituais etc.) são medidos e analisados.
Sola Scriptura afirma que a Escritura é a autoridade suprema, e não a única autoridade. Afinal, todos creem em algo e foram influenciados por alguém. A questão é se seremos transparentes em afirmar o que cremos e em qual tradição nos encontramos. Outros alertam contra o perigo de um confessionalismo morto ou de colocar qualquer escrito ou tradição humanas acima ou em pé de igualdade com as Sagradas Letras. São alertas válidos, mas ainda assim há diversos benefícios em confissões:
Benefícios
- Confissões inserem as igrejas historicamente em contato com outras igrejas.
- Confissões e credos históricos oferecem balizas protetoras para a leitura e interpretação bíblica.
- Confissões trazem uma afirmação pública e distintiva da fé de uma igreja.


- Confissões são uma maneira de promover unidade da fé das igrejas em torno da doutrina (Ef 4.1-4; Jo 17), tanto interna de seus membros, quanto externa em colaboração entre congregações.
- Confissões são instrumentos que auxiliam na avaliação da fé e do ensino de ministros e candidatos, bem como oferece parâmetros saudáveis para a disciplina e comunhão do povo de Deus.
“Esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz”
Efésios 4:3
ARA
